Novos recursos para deficientes visuais

Novos recursos para deficientes visuais

Pesquisadores da Faculdade de Saúde e Ciências do Esporte da Universidade de Tsukuba (Japão) estudaram a maneira como jogadores cegos e não-atletas videntes rastreavam uma bola que entrava e fazia barulho. Eles descobriram que jogadores cegos desenvolviam uma rotação maior da cabeça para baixo ao prender a bola em movimento, em comparação com voluntários com a visão vendada. Este trabalho pode ajudar a explicar os métodos que pessoas com deficiência visual utilizam para realizar tarefas diárias, bem como auxiliar na criação de novos dispositivos de assistentes inteligentes.
 
O futebol para deficientes visuais é um esporte que pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente da capacidade visual. Com exceção dos goleiros, os jogadores ficam com os olhos vendados durante o jogo e podem seguir a localização da bola usando os sons que ela emite.
 
Para entender melhor como os jogadores com deficiência visual são capazes de receber e controlar a bola, os cientistas da Universidade de Tsukuba recrutaram jogadores de futebol cegos com experiência e também voluntários não atletas com visão. Um sistema de dez câmeras foi usado para rastrear a posição tridimensional dos marcadores reflexivos fixados no corpo de cada sujeito no teste. A tarefa de cada participante era prender uma bola rolante que se aproximava com o pé direito enquanto estava vendado.
 
Os jogadores de futebol cegos experientes mostraram um maior ângulo de rotação da cabeça para baixo, bem como melhor desempenho geral, em comparação com os não atletas com visão. No entanto, não foram encontradas diferenças significativas na rotação horizontal da cabeça ou do tronco. Isso indica que os jogadores de futebol cegos podem combinar mais de perto o movimento de sua cabeça com o movimento da bola que se aproxima.
 
"Nosso estudo sugere que jogadores de futebol cegos são melhores em manter a bola em uma direção egocêntrica consistente em relação à cabeça durante todo o processo de armadilhagem", disse o autor sênior, Professor Masahiro Kokubu.
 
Sabe-se que indivíduos cegos podem ter audição superior aos videntes, principalmente quanto à localização sonora. "Nossos resultados são mais consistentes com as descobertas anteriores, percebendo que a prática melhora a capacidade de rastrear sons mesmo em indivíduos cegos, que já se saem melhor do que pessoas com visão nesta tarefa", explica o professor Kokubu.
 
Esses resultados também sugerem que a estratégia dos jogadores de futebol cegos para localizar uma bola com precisão é semelhante à maneira como os batedores de beisebol de alto nível giram suas cabeças. Os resultados deste projeto podem levar a dispositivos inteligentes aprimorados que aproveitem essas mesmas técnicas para auxiliar pessoas com deficiência visual.
 
Fonte: Medical Xpress

Publicado em Qualidade de Vida | em 24 de Novembro de 2020

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