A mudança começa nos seus hábitos
Pequenas escolhas feitas de forma consistente criam grandes...

Desidratação, exercício em excesso e até doenças podem ser culpados pelos quilinhos a mais. Fique atento!
1- Doença endócrina não diagnosticada
Talvez não passe pela sua cabeça que a dificuldade para perder peso esteja associada a alguma doença não diagnosticada. Mas isso pode acontecer. A síndrome dos ovários policísticos, que chega a atingir 30% das mulheres jovens, desregula os hormônios e interfere no funcionamento do pâncreas, o que eleva a produção de insulina e aumenta a sensação de fome.
2- Excesso de preocupação e responsabilidades
Você anda muito estressado ou se sentindo pressionado pelas horas de trabalho e problemas pessoais? Isso pode estar fazendo os dígitos avançarem na sua balança. Isso porque quando você está muito tenso, a produção de hormônios do estresse, como a adrenalina e o cortisol, é intensificada. O cortisol é responsável pelo metabolismo baixo. Os altos níveis destes hormônios, "enganam" o corpo, que interpreta a situação como um ataque e sente a demanda por energia. Dessa forma, a fome, principalmente por carboidratos, vai às alturas, pois são fontes de rápida resposta.
3- Excesso de treinamento
Passar horas na academia só pode resultar em perda de peso, correto? Errado. O overtraining ou a prática de treinos acima da sua capacidade cardiovascular e ventilatória faz com que hormônios poupadores de energia sejam ativados, dificultando o processo de perda de peso.
4- Fome sem fim e compulsão alimentar
Você só pensa em comer e não consegue resistir àquele prato a mais mesmo já estando satisfeito? O que poderia ser identificado como ansiedade pode ser, na verdade, um quadro de Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA). Quando a pessoa ganha peso, há aumento nos níveis de leptina, o hormônio responsável pela sensação de saciedade, que o cérebro deixa de responder ao seu estímulo. Por se tratar de um problema relacionado aos neurotransmissores, o tratamento indicado pode ser com fármacos e o acompanhamento de um médico.
5- Sarcopenia ou perda de massa magra
Quando a pessoa perde mais músculo, isto é, o principal órgão de consumo de energia do organismo, este passa a oxidar muito lentamente os nutrientes.
6- Desidratação
O ideal para esses casos é ingerir, pelo menos, 2 litros de água por dia, para ajudar na hidratação do organismo e na eliminação das toxinas acumuladas. A água também gasta energia para ser absorvida.
7- Noites mal dormidas
Ao acordar após uma noite de sono ruim, dois hormônios relacionados ao apetite já começam a agir contra você. De um lado, há o aumento nos níveis de grelina, substância que estimula o apetite e, de outro, verifica-se a diminuição na concentração de leptina, responsável por provocar a sensação de saciedade. Conforme as noites mal dormidas vão se tornando mais frequentes, o cortisol também sobe, o que pode colaborar com o ganho de peso.
8- Você pode estar pulando refeições importantes
Deixar o seu estômago vazio por muito tempo é uma péssima ideia. Quando você deixa de fazer uma refeição, ele aumenta a produção de grelina, o hormônio que regula a fome, causando mais sensação de fome.
9- Mais Proteínas e menos Carboidratos
Sabe aquela cestinha de pão que muitos restaurantes oferecem como aperitivo? Eles estão ali para abrir o apetite dos clientes. Carboidratos simples, encontrados em alimentos feitos com farinha branca e doces aumentam rapidamente os níveis de açúcar no sangue para, e como resposta, o corpo intensifica a produção de insulina com o objetivo de manter os níveis de glicose normais. Todo esse processo desperta uma fome intensa por mais carboidratos.
10- Você devora a comida?
Ao fazer uma refeição depressa demais, você não concede ao cérebro tempo suficiente para registrar a informação de que o seu estômago já está cheio e o seu apetite continua a pleno vapor. Por outro lado, ao comer em um ritmo moderado, a liberação dos hormônios atua no sentido de indicar que você não precisa mais comer. Então, procure saborear cada mordida na sua próxima refeição e esperar um pouco antes de decidir se outra porção é realmente necessária.
Muitas das razões destacadas aqui para a dificuldade de perder peso não estão relacionadas somente com o tipo e a quantidade de alimento ingerido. Elas podem estar relacionadas a problemas maiores. Procure uma orientação de um médico especialista e cuide da saúde!
Publicado em Saúde | em 02 de Julho de 2019