A mudança começa nos seus hábitos
Pequenas escolhas feitas de forma consistente criam grandes...

Qual o real risco da exposição a lâmpadas artificiais, entre outras fontes de emissão de luz como computadores e celulares? Estudos sobre a radiação ultravioleta (UV-A e UV-B) emitida por fontes artificiais de luz se iniciaram por volta de 1950, em função da preocupação a respeito da possibilidade do surgimento de câncer de pele relacionado à exposição a essas fontes de emissão de luz.
Em 1990, foi estabelecido que câmaras de bronzeamento artificial e fototerapia médica aumentam o risco de ocorrência de cânceres de pele, sendo o melanoma o tipo mais preocupante. O conhecimento evoluiu desde então e hoje as câmaras de bronzeamento artificial foram proibidas, e a fototerapia médica pode ser feita somente até um número pré-determinado de sessões.
Um assunto mais recente que vem preocupando os dermatologistas é a utilização de cabines de luz emissora de radiação ultravioleta durante o processo de secagem de unhas postiças de gel. Essas cabines ainda não foram proibidas, porém é fortemente recomendado o uso de protetores solares potentes (FPS> 50) nas mãos, se a paciente opta por realizar o procedimento mesmo sabendo dos riscos.
Quanto às luzes de escritório, há poucos estudos. Há poucos trabalhos publicados relacionados à transmissão de R-UV pelas fontes de luz artificiais. A quantidade de UV-A e UV-B emitida por lâmpadas de uso comum é muito pequena e totalmente bloqueada pela película protetora presente nos invólucros de vidro das lâmpadas. Sendo assim, não há relatos de emissão de R-UV pelas lâmpadas presentes no mercado.
É importante sinalizar, todavia, que apesar de as luzes de escritórios, computadores e celulares não emitirem radiação ultravioleta suficiente capaz de provocar câncer de pele, elas emitem uma radiação chamada luz visível, que pode piorar doenças de pigmentação da pele como o melasma, além de contribuir com o envelhecimento da pele.
Isso reforça a recomendação do uso diário de protetores solares com alto FPS (fator de proteção solar) e, se possível, com cor, mesmo em dias de trabalho exclusivamente em escritório.
E não existe relação entre a exposição a lâmpadas artificiais domésticas ou de escritório e câncer de pele. Recomenda-se, entretanto, o uso diário de protetores solares em áreas fotoexpostas pois vivemos em um país tropical, e recebemos uma quantidade grande de radiação em trajetos e atividades cotidianas, o que justifica essa prática.
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Publicado em Saúde | em 14 de Janeiro de 2020